Helder Moura Pereira
< voltar a Helder Moura Pereira

 

Uma grande desgraça
 Uma grande desgraça, dom, uma grande
 desgraça, abandonado por toda a gente, o dom
 compreende, pode ser amarguinha, a mim sabe-me
 doce, mas depois recompus-me e tenho-me
 
 divertido à grande e à francesa. A propósito,
 
 ó dom, quem diabo seria a francesa? Vozes
 Não quero Rosas
 ouvidas, guitarras chorai, que eu tenho um fígado
 
 que não há pai. Vão aos três quatro de uma vez,
 
 metem medo e cheiram mal, de vez em quando
 Não quero rosas desde que haja rosas
 vai um a enterrar. Verdadeiras lágrimas salgadas, ó
 Quero-as só quando não as possa haver
 baía de cascais, quantos dos teus iates
 Que hei-de fazer das coisas
 matavam a fome em moçambiques e que tais?
 Que qualquer mão pode colher?
 
 
 
 Helder Moura Pereira
 Um Raio de Sol
 Assírio & Alvim
 2000
 

< voltar a Helder Moura Pereira

^ Topo da página